Caderno de Desenhos

21 de out de 2014

Vocês se lembram dos Fanzines?

rico_1c2bazine


O primeiro Zine a gente nunca esquece.


 Na década de 1990 eu tinha um zine chamado “Abutre” e depois fiz outro chamado “Putz!”, onde publicava minhas meus quadrinhos e de alguns amigos que conheci via cartas, ainda naqueles tempos.


No começo eram feitos apenas “xerocados”; depois as capas passaram a ser feitas em silk-screen; e por último, impressos em gráfica.


ZINES do RICO


Passaram pelas páginas deles o Quinho, Kipper, Gutto, Betir, O Arabson, o Jean, Antônio Eder, Luciano Irrthum, Edgar Franco, Giacomo Porcaro e mais uma penca de caras gente boa. Toda edição era uma festa, cheio de estilos e ideias de cabeças diferentes. Eu era embalado pelos zines da época (eram milhares no Brasil inteiro) e pela Chiclete com Banana.


Desde cedo gostei de Rock, mais específicamente Heavy Metal e Punk. Recebia demos e mais demos pelos correios todos os dias. Não havia a internet e era um prazer imenso receber as cartas de praticamente todos os estados, com os zines de outros caras.


ABUTRE Zine_Rico


Havia uma prática comum no meio dos zineiros que era sempre indicar outros zines em suas publicações, reservando uma página (às vezes, mais!) para a resenha, com uma reprodução em miniatura da capa do zine e o endereço para o leitor entrar em contato. E assim, fazíamos os convites e éramos convidados para publicar. Fiz muitos amigos assim.


Zine04


Era uma alegria imensa receber um zine com uma página ou um desenho publicado. Nossa única preocupação era publicar os nossos quadrinhos, fosse onde fosse e com total liberdade.


Quando fiz a revista “Bagaça!”, em 2009, queria ressucitar essa prática de reunir os amigos e fazer um “zine”. Mas, a crise econômica veio e atrapalhou tudo. Publicar em papel, no Brasil, ainda é muito caro. Uma pena.


BAGACA Nº1


O bom de se fazer um zine é que não há a preocupação em vender ou não. O lance é publicar, trocar ideias com os amigos e pronto. Se der para pagar o xerox, já tá valendo.


Pretendo ressucitar a ideia qualquer dia desses.


Abração procêis!


Rico


-Eu não tinha mais nem mais um exemplar dos meus zines mas, graças a Deus, existem os amigos. O Dudu tinha quase todos e me deu (devolveu) de presente.

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