Quando tinha 13 anos de idade publiquei meu primeiro desenho em um jornal quinzenal da minha cidade, Manhuaçu (MG). Como vocês já devem ter deduzido, fiquei todo bobo por conseguir publicar a primeira tirinha.
Nessa época eu já conhecia alguns livros do Ziraldo, via as charges do Chico Caruso n’O Globo - porque minha avó comprava todos os dias - e conhecia as revistas Chiclete com Banana, Geraldão e Piratas do Tietê.
Do Angeli eu gostava das sacanagens e da liberdade de falar sobre qualquer assunto, principalmente sobre sexo; do Glauco gostava das piadas de riso solto e da Laerte sempre gostei dos desenhos. Como eram lindas aquelas páginas das histórias longas que ela fazia na revista! Que traço! Que ideias!
Comecei a publicar nesse jornal chamado A Trombeta, meio que imitando aquele traço antigo do Angeli. Sempre fui um “ignorante por conta própria”, como disse Mário Quintana sobre os autodidatas.
Nunca mais fui o mesmo.
Um dia, o Marquinho ( hoje, o renomado cartunista mineiro Quinho) meu amigo de infância e de rua, voltou de Governador Valadares, onde morou por um tempo e começou a me mostrar os desenhos que ele fazia e a me dar uns toques sobre o desenho básico e sobre quadrinhos.
Aí, foi outra etapa na minha vida que contou em uma outra oportunidade.
Abração procêis!
Rico
-As charges do Henfil dessa postagem não são as do livro citado, mas é sempre bom lembrar que o Brasil e o mundo não mudaram tanto assim, não é mesmo?
- Não sei porque aqui no blogger está dando essa diferença nas fontes. Tentei mudar várias vezes. Se alguém souber e quiser me dar um toque, sou todo ouvidos.














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