5 de fev. de 2021

Foi o Henfil, sô!



    Quando tinha 13 anos de idade publiquei meu primeiro desenho em um jornal quinzenal da minha cidade, Manhuaçu (MG). Como vocês já devem ter deduzido, fiquei todo bobo por conseguir publicar a primeira tirinha.

 

    Nessa época eu já conhecia alguns livros do Ziraldo, via as charges do Chico Caruso n’O Globo - porque minha avó comprava todos os dias -  e conhecia as revistas Chiclete com Banana, Geraldão e Piratas do Tietê. 







    Do Ziraldo eu gostava das mineirices nos livros; do Chico eu ficava encucado porque não entendia como ele fazia aqueles desenhos bonitos, só conseguia reconhecer o lápis de cor. Nessa época eu não sabia técnica nenhuma e ficava muito frustrado com isso. 

 

    Do Angeli eu gostava das sacanagens e da liberdade de falar sobre qualquer assunto, principalmente sobre sexo; do Glauco gostava das piadas de riso solto e da Laerte sempre gostei dos desenhos. Como eram lindas aquelas páginas das histórias longas que ela fazia na revista! Que traço! Que ideias!

 

   Comecei a publicar nesse jornal chamado A Trombeta, meio que imitando aquele traço antigo do Angeli. Sempre fui um “ignorante por conta própria”, como disse Mário Quintana sobre os autodidatas.



    Um dia, chego na redação do jornal e o Cláudio Vianey, dono do jornal, me joga nas mãos o “Hiroshima, meu Humor” do Henfil. Minha cabeça foi lá no espaço e voltou! O cara conseguia “falar” através do desenho!! Dava opinião com o desenho e era isso o que eu queria fazer!

Nunca mais fui o mesmo. 







    Foi esse livro do Henfil que me fez querer ser chargista. Hoje, acho o livro um tanto quanto inocente. Foi o primeiro livro dele.



    Aí, comecei a desenhar quadrinhos, mas com umas pitadas inocentes de críticas (afinal de contas qual é a formação intelectual um menino de 13 anos?).

 

Um dia, o Marquinho ( hoje, o renomado cartunista mineiro Quinho) meu amigo de infância e de rua, voltou de Governador Valadares, onde morou por um tempo e começou a me mostrar os desenhos que ele fazia e a me dar uns toques sobre o desenho básico e sobre quadrinhos. 

Aí, foi outra etapa na minha vida que contou em uma outra oportunidade.

 

    Abração procêis!

    Rico

 

-As charges do Henfil dessa postagem não são as do livro citado, mas é sempre bom lembrar que o Brasil e o mundo não mudaram tanto assim, não é mesmo? 

 

- Não sei porque aqui no blogger está dando essa diferença nas fontes. Tentei mudar várias vezes. Se alguém souber e quiser me dar um toque, sou todo ouvidos.

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